Companheiros e companheiras,
A proposta feita pelos patrões é uma afronta à dignidade de todos nós que sustentamos, com suor e esforço diário, o setor da saúde. Oferecer apenas 3% de reajuste salarial é, na prática, negar o direito básico à reposição da inflação, que foi de 5,20%. Isso significa perder poder de compra, enquanto tudo — alimentação, transporte, moradia — continua subindo.
Essa proposta desrespeitosa chega num momento em que a carga de trabalho só aumenta: são mais pacientes, mais exigências, uso de múltiplos canais de atendimento ao mesmo tempo, acúmulo de funções, horas extras e, em muitos casos, desvio total da função para tarefas que não são nossas. Estamos fazendo mais, dando conta de tudo, mas não estamos sendo valorizados.
Sabemos que as empresas estão faturando cada vez mais. Isso não é segredo: nos grandes grupos, os lucros são divulgados nos jornais. Nos pequenos, somos nós mesmos que fazemos as cobranças, os recebimentos, emitimos notas. A verdade é que dinheiro tem. O que falta é vontade de dividir com quem faz o setor funcionar: nós, os trabalhadores.
Diante desse cenário, é preciso deixar claro: quem aceita calado, acaba sendo explorado em silêncio. Não podemos aceitar uma proposta que nos empurra para trás enquanto o setor avança. Precisamos nos posicionar. Precisamos mostrar nossa força.
Este é o momento de dizer BASTA!
É hora de todos nós, unidos, mostrarmos que não vamos aceitar qualquer proposta, que lutamos por justiça salarial, dignidade e respeito.
Se organize, participe, se manifeste.
Quem não luta, assiste o patrão decidir o seu futuro.